Itepa Faculdades: um berço de esperança!

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Itepa Faculdades Pós-Esp. 2016-17

“Sem humildade não se dá um passo no Caminho do Senhor” (Dom Helder Camara)

Nesta terceira etapa da Pós-Graduação em Espiritualidade, fomos agraciados com profundos conteúdos, que de forma dinâmica foram apresentados na lógica da dialogicidade, troca de experiências, convivência fraterna e familiar. Contamos, também com professores competentes e uma calorosa acolhida pela Família Itepa.

        Dom Helder Camara Destacamos como luzes para a nossa caminhada Espiritual e Pastoral, as figuras de Homens e Mulheres místicos, expoentes para o nosso itinerário Espiritual, Comunitário e Pastoral.

Com devoção, fazemos referência a Dom Helder Camara, por ser o Dom de Deus, místico, poeta, incapaz de odiar, grande homem para o Brasil, ícone da Igreja, profeta e irmão dos pobres. Em seu projeto de vida deu um significado próprio no caminho da Espiritualidade.

         O processo de amadurecimento espiritual para Dom Helder acontece por meio das “conversões”, “humilhações” e “gentilezas”. Para ele, a conversão não é apenas deixar as coisas erradas para fazer as coisas certas. Todos nós precisamos de conversões diárias. Temos falhas não porque necessariamente somos ruins, mas sim, porque somos fracos. Precisamos rever a nossa vida, nosso dia-a-dia para que nos tornemos melhores. A conversão acontece de forma processual e gradual.

A respeito das humilhações, diz Dom Helder, que as vivenciamos porque Deus é Pai e como Pai nos quer bem: faz com que nos reconhecemos em nossas fraquezas, ao estarmos no caminho equivocado, para que retornemos ao caminho da humildade, pois “sem humildade, não se dá um passo no Caminho do Senhor”.

Em relação às gentilizas, estas são os pequenos presentes que Deus nos proporciona a cada dia e estão ligadas às amizades que vamos construindo ao longo da nossa caminhada.

Ao que se refere a disciplina de Eco-Espiritualidade, destacamos a troca de experiências e os debates gerados, pois estes renovaram em cada uma de nós a certeza de que toda a criação é fruto de Deus, pensada e planejada na lógica da integralidade e da comunhão. Proporcionou uma nova consciência em relação ao cuidado da Casa Comum, nossa Mãe Terra.

É extremamente urgente o cuidado e as novas posturas e a sensibilização através dos sentidos, do contato, para que possamos criar novos paradigmas que contribuam para o bem comum.

     Finalizamos esta etapa compreendendo os aspectos da Liturgia Eucarística e destacamos a Liturgia como uma experiência do Ressuscitado, experiência fundante da nossa fé. Precisamos anunciar que nossas comunidades, Igrejas e capelas, tornam-se Jardins do Ressuscitado, o encontro de experiências viva com Jesus. Neste sentido, as Celebrações Litúrgicas nos levaram a compreensão do Mistério e seus métodos eficazes para o bem celebrar o encontro com Jesus Eucarístico e Comunitário.

       Encerramos a etapa com a partilha das pesquisas que estão em processo de conclusão. As temáticas apresentadas por cada estudante revelam de forma significativa a caminhada que a Pós em Espiritualidade está proporcionando a cada um, ou seja, através dos escritos, percebemos a centralidade da pessoa de Jesus Cristo e o seu proposito em relação a vida daqueles que clamam por justiça e igualdade social.

Ir. Gisela Bruxel

Joselei Maria Ortigara Dellagerisi

Lecy da Silva

Estudantes da Pós-Graduação em Espiritualidade

Produção Textual em favor da espiritualidade do seguimento a Jesus Cristo

Com a disciplina de Produção Textual III finalizou na manhã de 26 de janeiro a III etapa da Pós-Graduação em Espiritualidade. A disciplina é ministrada pelos professores Pe. Ivanir Antonio Produção Textual IIIRodigheiro e Pe. Ivanir Antonio Rampon tendo por objetivo incentivar a leitura crítico-espiritual da realidade atual, suscitando a reflexão e a produção textual em favor da espiritualidade do seguimento a Jesus Cristo. Os estudantes apresentaram os projetos para a elaboração do texto de conclusão da Pós. O texto final será apresentado em 25 de julho de 2017. A IV etapa do curso acontecerá de 24 a 28 de julho de 2017. Fotos

Eco-Espiritualidade: contemplação e análise crítica

A Itepa Faculdades, através da Pós-Graduação em Espiritualidade, ofereceu, nos dias 23 e 24 de janeiro, um curso sobre Eco-Espiritualidade ministrado pelo teólogo Ir. Afonso Murad. Segundo o Curso de Eco-Espiritualidadeprofessor são objetivos, entre outros, identificar os elementos qualificadores da eco-espiritualidade cristã, a partir da Bíblia e da Tradição eclesial; exercitar a oração de contemplação e de louvor na perspectiva da espiritualidade ecológica; compreender os princípios da eco-alfabetização e relacioná-los com a prática pastoral; analisar criticamente a cadeia produtiva do sistema capitalista, do ponto de vista ecológico, humanista e espiritual; e, motivar-se para realizar práticas sustentáveis no âmbito pessoal, familiar, eclesial e institucional. Fotos

História da Espiritualidade Moderna

Com o objetivo de refletir experiências espirituais na Idade Moderna, a Pós-Graduação em Espiritualidade da Itepa Faculdades ofereceu a disciplina de História da Espiritualidade III, ministrada pelo Prof. Eberson Fontana. Convém destacar que o professor foi discente da Pós-Graduação em Espiritualidade e, agora, assume a missão docente. A disciplina foi ministrada nos dias 18 e 19 de janeiro. Fotos

A espiritualidade e a oração cristã

A oração é uma das mais variadas formas de cultivar a nossa relação de familiaridade com o próprio Deus Trindade, que é amor. Posso dizer que seja uma conexão segura, cuja senha nós elaboramos, e a partir daí cria-se um vínculo estreito entre ambos. É uma conversa íntima com um verdadeiro amigo que se tem confiança, um diálogo com o Pai que, falando ao nosso coração e escutando os nossos pedidos, nos envia a transformar a nossa própria vida e a de nossos semelhantes. Ela torna-nos ligados a uma fonte, de onde jorra um manancial de graças, a fim de nos comprometermos concretamente com os irmãos e irmãs. É um esvaziamento e discernimento, para um transbordamento do Espírito.

Na vida espiritual, o mais importante é aprender a rezar, transformando a própria vida em oração. A oração nasce da vida e volta para a vida como fermento de esperança e de coragem para enfrentar os desafios que nos são provocados. Ela deve ser vista na perspectiva evangélica do diálogo e seguindo a pedagogia de Jesus, a quem, depois que termina de rezar, os apóstolos pedem: “Mestre, ensina-nos a rezar” (Cf. Lc 11,1).

Segundo Santa Teresa, a oração é a porta que nos introduz no castelo do nosso interior, pois a nossa alma é como um jardim cheio de flores perfumadas onde Cristo gosta de passear, e que precisa ser cultivado e aguado pela oração. Orar é elevar a alma para Deus, em um íntimo diálogo de amor, desabafando o coração, tendo o olhar lançado para o céu, entreter-se com Deus através da criação, da natureza.

Todas essas definições levam-nos a refletir que a centralidade da oração cristã deve ser na perspectiva do próprio Cristo, que nos ensinou um caminho de humildade, do esvaziar-se numa atitude de kénosis, onde se transforma o coração em contato com a realidade vivencial.

Toda a vida de Jesus vai ser pautada sob o viés de rezar a criação, praticar a Palavra, acolher os pequenos e frágeis, olhando para seu Pai em sua relação com Ele, que é Pai e Mãe, ou também em comunidade, no relacionamento pessoal ou comunitário. O seu modo de ser, que é sua espiritualidade, encantava e cativava a todos, pois construía, humanizava muitos, especialmente os que se deixavam contagiar por essa vivência com o Espírito.

Quando os discípulos pediram para que Jesus os ensinasse a rezar, é determinante evidenciar que Ele tinha uma prática constante de oração, era uma oração diferente dos moldes dos Mestres da Lei e fariseus. Jesus louva ao Pai pela louvação do Reino, que é destinado àqueles que se deixam aderir e se abrir para a manifestação desse Reino, que é o Evangelho revelado aos simples. A sua oração era para glorificar o Pai na operação do Espírito. Entrava na intimidade do Projeto do Reino, através da verdade e da unidade, que é a garantia da vida eterna.

A atitude orante de Jesus nos orienta para a centralidade do Reino, que nasce do encontro perfeito de Deus com a humanidade e que se torna uma experiência transformadora da vida. Essa é a proposta do Reino de Deus, que consiste em amar a Ele e servi-lo, que reina no mundo. À medida que o Reino se torna vivo, os caminhos da vida humana serão um espaço de fraternidade, justiça, paz, dignidade humana, é uma revolução do amor e da ternura.

Os desafios são muitos, pois somos abarcados e arraigados por uma cultura do barulho, da inquietação, do desconforto, do descartável, do imediatismo, da prosperidade e muitas dessas atitudes humanas vão esfriando a nossa vida de intimidade espiritual com o Senhor, tornando indiferente à nossa relação com Deus, com os irmãos e irmãs, com a natureza e até conosco mesmos. A nossa atitude é remar contra a maré de todas essas ações que vão transformando e até deteriorando o essencial da nossa vivência de oração, com uma postura perseverante e verdadeira diante da vida espiritual que nos é dada para cultivar.

Para a Igreja, os desafios também são uma tarefa primordial, pois ela é quem nos deve ajudar a contemplar e a intensificar a nossa vida de oração, arraigada na fé de seu povo. A Igreja deve nos ajudar a rezar com o povo, rezar a vida do povo na radicalidade do Evangelho. Jesus fez uma experiência de Deus que o transforma e o faz viver, buscando uma vida mais digna, amável e feliz para todos. Essa deve ser também a atitude de nós como Igreja, templos vivos de Deus no Espírito.

Enfim, cultivar a oração cristã nos dias atuais, é conscientizar-nos da missão que o próprio Cristo nos garante e a nossa vinculação ao projeto do Reino, na participação da filiação divina. É deixar que a oração seja um meio autêntico de alteridade e não de autorreferencialidade, como o Filho Jesus rezava, e não como a oração dos Mestres da Lei e fariseus.

Diácono Joule Windson Cunha Santos

Pós-graduando em Espiritualidade pela Itepa Faculdades

Desafios e inspirações da espiritualidade Latino Americana II!

Segunda parte

 

            Diante da lógica do lucro, do consumismo e da ideologia do mercado, a espiritualidade do Bem-Viver e do Saber-Viver, será sempre rechaçada. Porque a ótica do capital especulativo e financeiro, dos que usurpam o poder e o abocanham, o fazem para perpetuar um sistema que vitimiza milhões de seres humanos. Constatam-se realidades de sofrimento, escravidão e morte que depois de amargas trajetórias, ainda persistem em nosso tempo e, as vezes, mais vorazes e doloridas. Há rastros de pobreza e irmãos nossos a mercê das condições promotoras de dignidade e liberdade estampadas em rostos de verdadeiras multidões em nossa Casa Comum. Este modo de conduzir a história está arraigado na espiritualidade da ganância, da prepotência, do domínio, da maleficência. Frente a essa ótica, a cultura do Bem-Viver é desqualificada. Passa a ser tratada como mal viver. Os cuidados, a relação com a Mãe-Terra, a construção coletiva da vida, respeitosa com cada pessoa e com tudo aquilo que Deus dispôs, são vistas como atraso cultural e ignorância dos que são na verdade produto dessa cultura do descarte, da dominação e de toda um estrutura de sociedade injusta e perversa. São muitas as argumentações e as justificativas usadas em nosso meio, para dizer de que não alcançou-se o progresso e o “bem-estar” como cidadãos, usados por essa lógica e mentalidade.

Decididamente, tais argumentos jamais justificaram, ao longo da história da humanidade e propriamente da América Latina, sistemas de exploração, dizimação de povos e suas culturas, apropriação e acúmulo de bens comuns, destinados pelo Criador a serviço de todos. Nem no passado, nem no presente, muito menos na gerações vindouras, cabem tais modelos. Pois desintegram, devastam e produzem práticas sobrepostas aos princípios universais e assolam e desconsideram as garantias constitucionais dos direitos humanos e a preservação da Casa Comum. Portanto, nenhuma instituição, organização e até mesmo, conduta pessoal é digna de reconhecimento sem que esteja alicerçada de uma espiritualidade do cuidado.

            É desafiador e inspirador fazer um olhar da memória histórica latino Americana a partir da espiritualidade sim. Quanto há em se aprender e entender ainda neste continente. De descobrir e interpretar eticamente, socialmente e com postura coerente, percepção e atitude mística em sua trajetória. Tanto sob o ponto de vista da pedagogia de sujeitos da história, como da espiritualidade do Bem-Viver, impele-nos a tecer progressivamente e, de forma coletiva, um processo libertador em todas as estruturas e mecanismos que corroem o sentido da existência humana e dos bens da Criação. Desinstala-nos e provoca-nos a estabelecer um novo modo de relações com o todo da vida. Instiga-nos a construir e pautar um estilo de vida, integrado, do consenso, do diálogo, do exercício do poder participativo e democrático. Da austeridade e autenticidade do Evangelho, como referencial de espiritualidade em cada povo, cultura, manifestação de religiosidade e caminho de fidelidade, sinais concretos de um projeto sustentado pela justiça, partilha, amor, paz e liberdade.

            Inspira-nos e desafia-nos a tomar posição e a lutar para que, através de pequenas iniciativas, promotoras da vida, sejam rejeitadas as práticas destrutivas da dignidade humana e da obra do Criador. Em nosso continente, em nossa evangelização, há muito a ser edificado. Esteja o nosso olhar bem atento, profundo, e liberto diante da história. Esteja estimulada a capacidade no legado daqueles e daquelas que, mesmo diante de tanta dor, violência e morte, souberam encontrar resiliência e garantir a esperança de um outro mundo possível. Esteja em mim, em você, em cada cultura, em cada grupo, organização e instituição a espiritualidade do Bem-Viver. Ninguém nos impeça de tornar concretizada a Igreja e a sociedade do consenso e do cuidado de tudo e de todos. Façamos da história de nosso tempo, lugar de realização humana e horizonte de vida e garantia para as futuras gerações.

 

Para ver a primeira parte do texto clique aqui.

Pe. Claudir Pressi

Estudante da Pós-Graduação em Espiritualidade

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